sábado, 29 de julho de 2017

Suspeitos de invadir hospital em Parauapebas e matar líder do MST são detidos

Valdomiro - vítima.
Dois homens suspeitos de assassinar Waldomiro Costa Pereira, um dos líderes do Movimento dos Sem Terra (MST) na região sudeste do Pará, foram presos na sexta-feira (28). O guarda municipal Lionício de Jesus Souza e Francisco Ubiratan Silva teriam participado do crime. Um sargento da Polícia Militar também é investigado. 
O crime ocorreu durante a madrugada do último dia 20 de março, quando cinco homens armados e encapuzados renderam os vigilantes do Hospital Geral de Parauapebas, onde Waldomiro estava internado na UTI, após sofrer um atentado a tiros dentro do próprio sítio, no município. Waldomiro foi alvejado na cama do hospital. Segundo os vigilantes, toda a ação, que durou cerca de três minutos, foi registrada pelas câmeras de segurança do hospital. 
                A Divisão de Homicídios da Polícia
Civil com apoio da Superintendência Regional do Sudeste e do Grupo de Pronto Emprego da Polícia Civil cumpriu dois mandados de prisão temporária e três mandados de busca e apreensão.
Dos três mandados de busca, um deles foi cumprido na casa de um sargento da Polícia Militar, que também está sob investigação. 
Armas: Durante a operação, foi apreendido um revólver calibre 38 com mais de 40 munições de diversos calibres, que estavam com Ubiratan. Ele foi autuado em flagrante por porte ilegal de arma de fogo e munição. Com o guarda municipal foi apreendida uma pistola
calibre 380 com três carregadores com 13 munições. Na casa do sargento, foi apreendida uma pistola calibre ponto 40. Nos dois últimos casos, as armas estavam com porte legal.
O delegado Dauriedson Bentes, da Divisão de Homicídios (DH), informou que ainda não há mandado de prisão para o suposto mandante, porque ele está ainda sob investigação, assim como as outras pessoas envolvidas na execução. 

Motivação: Segundo a polícia, a motivação do crime está ligada a questões de conflitos agrários na região. Segundo o delegado Dauriedson, que está responsável pelo inquérito do caso, a morte de Waldomiro teve a ver com a ligação que ele tinha com o Movimento Sem Terra, onde ele era considerado um dos comandos do movimento. (G1/PA)